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O tão temido melasma: tudo o que você precisa saber para tratar

O tão temido melasma: tudo o que você precisa saber para tratar

Afinal, elas têm cura ou não? Saiba essa e muitas outras respostas sobre as temidas manchas amarronzadas.

O melasma é um distúrbio dermatológico que causa manchas castanho-escuras, marrons ou acinzentadas. Elas têm formatos irregulares, mas limites bem demarcados. É muito comum na região do rosto, em especial na testa, acima das sobrancelhas e maçãs do rosto, mas pode aparecer em outras partes do corpo, como busto e braços. O tamanho dessas manchas pode variar conforme o grau de intensidade. Há os níveis leves, médios e ainda os casos onde ela toma quase toda a face.

No geral, as mulheres são as mais afetadas, principalmente entre os 20 e 50 anos, sendo raríssimos os casos de melasma na puberdade ou na terceira idade. Pessoas de pele morena, como as africanas e afrodescendentes, as descendentes de árabes, as asiáticas e as hispânicas têm melanócitos mais ativos, o que as fazem produzir mais melanina – isso também as deixa mais propensa a desenvolver o problema.

COMO APARECE O MELASMA?

Essa hiperpigmentação da pele acontece principalmente por uma exposição abusiva e desprotegida aos raios ultravioletas do sol. Mas tem muita gente que se expõe ao sol e não tem melasma, por isso alguns fatores podem ser decisivos para você ser sorteada:

  • Genética;
  • Tratamentos hormonais, como a reposição no período da menopausa, gel transdérmico ou o anticoncepcional;
  • Gravidez – conhecida como cloasma gravídico. É importante ressaltar que, nesse último caso, as manchas surgem durante a gestação por conta do desequilíbrio hormonal típico do período e costumam desaparecer logo após o parto.

Outros fatores que podem agravar um melasma já pré-existente são:

  • Disfunção na tireoide;
  • Uso de cosméticos que causam irritação à pele ou o uso de remédios para hipertensão e epilepsia;
  • Tensão emocional;
  • Exposição ao calor, que piora as manchas e aumenta as chances de queimadura durante o uso dos ácidos. “Isso acontece porque a pele fica mais fina e mais sensível, por isso é muito importante evitar proximidade com fontes de calor, principalmente durante o tratamento”, explica a dermatologista Clarissa Borges, de Brasília (DF). Nos dias muito quentes, borrife água termal no rosto sempre que sentir que ele está esquentando.

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PREVENÇÃO E TRATAMENTOS CASEIROS

Se o seu diagnóstico for de melasma, o primeiro passo é a boa higienização com um sabonete específico para seu tipo de pele, seguida de uma hidratação para que a região fique mais propensa a reagir ao tratamento.

O segundo passo é adquirir o hábito de aplicar protetor solar facial todos os dias, retocando pelo menos uma vez ao longo do dia. Se você for se expor ao sol, a frequência de retoque deve ser a cada duas horas. “É importante dar preferência aos fatores de proteção alto, acima de 50, e que tenham cor. Essa barreira extra ajuda a proteger também contra a luz visível, emitida não só pelo sol, mas também por lâmpadas, computadores e celulares”, indica a dermatologista Flávia Ravelli, de São Paulo.

Mesmo com filtro solar, algumas proteções extras são recomendadas, como sombrinhas, chapéus com largura de até 6 centímetros, bonés, óculos escuros e guarda-sóis com proteção UV. Esses cuidados vão conter o crescimento das manchas já existentes e impedir que novas apareçam. “Apesar de causar manchas, câncer de pele e envelhecimento, o sol é uma das razões do nosso bem-estar, além de ajudar na produção da vitamina D. Mas, para quem tem tendência ao melasma, todo cuidado é pouco” ressalta Flávia.

Medicações tópicas, como pomadas ou ácidos manipulados, podem ser receitados por uma dermatologista, que vai definir a quantidade química exata dos princípios ativos específicos para cada paciente. Tem melasma que é só pigmento e outros que têm pigmento junto com componente vascular, e isso muda o que que a gente vai escolher para passar ou para tomar” explica Flávia.

“Os ativos mais usados no tratamento do melasma são os ácidos (retinóico, glicólico, azelaico), em geral associados a clareadores (hidroquinona, ácido kójico, ácido fítico, ácido tranexâmico) e antioxidantes tópicos, como Vitamina C, resveratrol e ácido ferúlico. Existem também algumas substâncias, como o Polipodium leucotomus, que são por via oral e ajudam a aumentar a eficácia do filtro solar”, explica a dermatologista Clarissa Borges. “Mas, claro, o uso do filtro solar e medidas de proteção solar são fundamentais tanto para clareamento das lesões como para a manutenção dos resultados obtidos após o clareamento das manchas. Qualquer tratamento não terá resposta duradoura se não houver uma boa fotoproteção.”

TRATAMENTOS DE CONSULTÓRIO

No consultório do dermatologista, técnicas como peeling, laser e até o microagulhamento são indicadas como tratamentos coadjuvantes. Há ainda os mais incisivos e específicos, como a injeção de ácido tranexâmico no local ou a mesoterapia. “Fora os diversos peelings que ajudam a remover a camada mais superficial da pele e ajudam a penetrar outros ativos, há também a indução percutânea de colágeno e o microagulhamento, que são tecnologias que ajudam a clarear o melasma, além de luzes pulsadas e lasers” relata Flávia.

O laser, se usado de maneira correta, age profundamente na derme, descamando essa parte superficial e melhorando a tonalidade da pele como um todo. “Há lasers específicos que têm como alvo os vasinhos, especiais para pacientes que desenvolvem o melasma por problemas de vascularização” comenta Flávia.

O microagulhamento pode melhorar ou piorar o melasma, de acordo com o tipo de mancha que você tem e a técnica usada pelo profissional. “Já existe a radiofrequência microagulhada, que ajuda perfurando a pele por meio de um laser e soltando a radiofrequência lá dentro, melhorando tanto a textura quanto a luminosidade da região manchada. Mas existe o tamanho certo das agulhas, a forma certa de aplicação e um protocolo que inclui preparar a pele antes e usar os produtos após o procedimento. Não se encaixa em todos os casos” alerta Flávia..

MELASMA TEM CURA?

Infelizmente, o melasma é uma condição crônica, ou seja, não possui cura definitiva, podendo ressurgir a qualquer momento. “Apesar de não ter cura, algumas pessoas conseguem atingir um ponto de clareamento alto. Logicamente que o paciente sempre saberá onde as irregularidades estão, mas ele fica facilmente escondido até com maquiagem” diz a dermatologista Flávia. “A mancha pode ser clareada e tornar-se até mesmo imperceptível, mas ela continua lá. Por isso medidas de controle para que a mancha não volte a escurecer são fundamentais” conclui Clarissa.


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Photography & Illustration Istockphoto, Animation ManOnFactory

1 Comment

  1. Fabrícia
    9 meses ago

    Parabéns pelas colocações quanto ao melasma.
    “Sofro” com essas manchas. As minhas ficam na bochecha como uma linha. O que agravou foi o uso do óculos de grau com frequente exposição a luz da tela do computador. 😔
    Meu trabalho exige essa exposição à luz 🙁
    Mas, quando higienizo e faço o uso do óleo de rosa mosqueta, tenho a impressão de que ajuda a clarear. 😉